terça-feira, 5 de dezembro de 2017
Sua pele era seda, seus olhos eram o dia, seu corpo era um oásis e sua
voz era como o som de muitas águas se encontrando. Seu perfume era o
aroma da chuva e seu Deus era a noite. Conduzia os poemas como um
maestro e regia sua vida como um poeta. Um ser misterioso, seu rosto era
um vulto e sua presença era efêmera. Avistava miríades de anjos
pairando em seu quarto e com harpas nas mãos, a música era dos céus, o
seu corpo adormecia. A fome era de além, a sede era de vida. E no sopro
do vento divino, sua alma ascendia.
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