terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Eu toco o céu com as mãos, acendo as estrelas com o calor do meu corpo e conduzo os raios do Sol com meus cabelos. O luar é meu perfume e o dia nasce quando eu bocejo. Abro a boca e escondo a claridade por debaixo da língua, surge a treva da noite. Os meus olhos penetram o cosmos forjando estrelas que não brilham, escurecem o passado como um anjo efêmero visitando o futuro. Estico os pés e chuto a Terra para outra dimensão. Escrevo um poema junto ao pulsar do coração e assim nasce um novo universo. Sua vida se manifesta nas entrelinhas, no silêncio, a intensidade de sua verdade queima qualquer coisa e tudo se ilumina. Respiro a luz que escapa do sorriso do amor e desvaneço como névoa. Eu era apenas um sonho.

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