terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Me sinto voando num céu de esmeraldas sempre que pego o lápis para escrever poesia. O papel é uma nuvem na qual meus pensamentos criam a forma, um transe me inunda, cores desconhecidas se mostram na aura e meu corpo quase flutua. A sensação de ver um poema completo é algo como o estrondo das águas quando no mar ressacado. As pessoas detestam poesia, estão habituadas ao vão falatório das cidades e suas sagradas televisões. Bom, talvez por isso se comportem como doentes terminais. A arte da poesia nos lapida o ser para que este não decaia em pedra bruta. Me sinto vivendo num mundo encantado sempre que lanço a alma para encontrar poesia. Meus olhos são como o ouro brilhando, meus medos são pura ilusão, minha vida parece magia.

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